terça-feira, 7 de junho de 2011

Protesto em frente a prefeitura de São João da Barra

Nesta ultima madrugada de segunda para terça-feira, dia 31/05, proprietários faziam uma campana na tentativa de conseguirem flagrar alguns atentados que proprietários e produtores estão sofrendo por aquela região ao entorno das obras do Porto do Açu.(Terras estas que o empresário Eik Batista se interessa por adquiri-las). Durante a madrugada ouviu-se tiros por volta das 3:00hs. Populares locais reuniran-se em um grupo, detre eles vários proprietários inclusive o da mesma de onde se ouviram os tiros. Assim decidiram eles entrarem pelos fundos em uma estrada de servidão publica na tentativa de flagrar este possível atentado. Chegando junto a casa desta propriedade, verificaram que o autor dos disparos conseguiu se evadir com sucesso do local, mesmo que em meio a varias viaturas que faziam campana na estrada em frente ao local, pois esta propriedade é de esquina, tem em sua maioria campos destampados e de livre visão (Ela se localiza a mais ou menos 3 Km da Principal entrada do Porto do Açu ) Quando este grupo de proprietários chegaram na casa que se localizava dentro desta propriedade, em uma distância de mais ou menos 100 mts da estrada onde estes policiais faziam uma espécie de barreira, estes grupo verificaram na parede da casa vários tiros que foram disparados contra ela, e inclusive a porta da mesma que se encontrava arrombada.
Esta mencionada propriedade, para que fique mais claro o desfecho desta história, seu proprietário avia acabado de receber uma proposta de compra por estas terras por pessoas ligadas aos Xs, mas foram valores muito abaixo do que valem hoje terras por aquela região. O proprietário achou que os valores oferecidos foram baixos demais e que com estes valores ele não compraria terras por aquela região que é a sua de origem, e ele disse que não venderia as terras por aquele valor (Algo normal em uma negociação). Pouco depois começaram acontecer coisas inexplicáveis com esta propriedade, como por exemplo; Cercas cortadas durante a madrugada, gado tocado para a estrada. Estes tais milicianos comentados acima, faziam da rotatória de esquina desta propriedade como ponto de parada.
Este mesmo proprietário já teve uma parte desta mesma propriedade desapropriada pelo estado do Rio de Janeiro para a construção desta mesma estrada que fora construída em frente há mais ou menos três anos atrás, e este proprietário, assim como os tantos outros, tiveram estas áreas avaliadas seus valores inesplicávelmente baixo demais, contestaram estes valores e até hoje eles ainda não receberam o pagamento equivalente as indenizações por estas terras.
Mas o absurdo não parou por aí não. O maior deles ainda está por vir, pois quando este grupo de produtores que estavam de campana, e prestes a dar o flagrante em mais este ato de terror que acabara de acontecer, o maior dos absurdos aconteceu. Eles se depararam com a área sendo cercada por viaturas da PM que se dirigiam para o local. Imediatamente eles nos convocaram alguns de nós que não nos encontráva-mos no local para nos dirigirmos para lá com uma determinada urgência para analisarmos juntos o que estava acontecendo. Foi neste momento, pouco depois de estarmos todos ali reunidos finalmente um pequeno grupo de outros proprietários, produtores, lavradores e moradores local, foi neste exato momento enquanto conversava-mos, derrepente fomos surpreendidos por mais Pms ainda, só que da tropa de choque que nos ilharam dentro da propriedade particular que nos encontrávamos reunidos inclusive com seu respectivo proprietário.
Indignados, assim decidimos então fazer um novo protesto que seria em forma de um enterro simbólico da morte de todo o respeito aos direitos de um cidadão comum de nossa população. Conseguimos uma urna fúnebre onde simbolicamente iniciamos um velório realizado dentro desta propriedade, e durante todo o evento foram realizadas pregações, orações, diversos cultos religiosos, cantavam muitos louvores , e ali tivemos presentes vários representantes de variadas ramificações religiosas, e assim na tarde de Quinta-feira, dia 02/06/011, do local onde simbolicamente ocorria o velório, partiu uma procissão fúnebre que se dirigiu para realizar o enterro simbólico na frente da sede do poder público legislativo e executivo do município de São João da Barra, quem atribuo ter o dever em primeiro lugar de zelar pela integridade de todos de sua população, e não de usar a máquina pública em benefício de alguns protegidos que são sempre favorecidos por estas tais autoridades que deveriam proteger toda a nossa população, e não ajudar alguém a dar um golpe imobiliário em todos nós.

-Assim, desta forma, pacificamente realizamos simbolicamente em frente a sede da prefeitura e da câmara de São João da Barra o enterro de todo respeito aos direitos do cidadão comum de nossa população pelas autoridades públicas, assim o fizemos através de uma oração coletiva, onde estava-mos todos de mãos dadas, conseguimos terminar a nossa oração com certa dificuldade, pois mesmo com os palavrões e gritarias feitos por um pequeno grupo de mais ou menos 10 pessoas que a prefeita Carla Maria Machado e seus compassas sempre mando para criarem tumultos em qualquer de nossos eventos com o intuito de acusar-nos todos nós produtores, moradores e proprietários de terras da região ao entorno onde se encontram as obras do super-porto do Açu.
Foi desta forma pacifica que começamos e terminamos mesmo que coagidos por mais ou menos vinte viaturas grandes da polícia com homens fortemente armados de fuzil e outra armas de grosso calibre, e assim realizamos mais um protesto que tivemos como principal alvo, mostrar para todos que desconhecem o que esta acontecendo conosco pelo menos um pouco das covardias que todos nós estamos sofrendo a mais ou menos três anos, e a cada dia estes fatos covardes do estado para conosco eles vem se tornando cada vez mais intensos e agora na forma dos excessos cometidos pelo poder público estadual, vinda as ordens diretas do governador Sérgio Cabral talvez com o intuito de amedrontar nossos proprietários e moradores de toda aquela região para força-los a desistirem de lutar pelos seus direitos de propriedade que todo o cidadão deveria ter respeitado principalmente pelo estado maior.

Também queríamos mandar ao Sérgio Cabral e ao Eik Batista com este ato de protesto o seguinte recado: “Quem tem medo de polícia é bandido. Nós somos trabalhadores, proprietários rurais, somos cidadãos de bem, e dentro do possível, somos todos cumpridores.de nossos deveres para com o poder público. Se o estado não serve mais para guardar nossos direitos, por favor nos avise, pois talvez devemos recria-lo.”Tinha-mos neste protesto um pequeno grupo entre crianças, lavradores, idosos, todos armados com a maior arma que existe, que é a palavra de Deus. Tinha-mos bíblias para enfrentar fuzis.

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